Dicas de Saúde

Quiabo e diabetes.
Posicionamento da Sociedade Brasileira de Diabete.



A Sociedade Brasileira de Diabetes vê com grande preocupação a divulgação por grandes veículos de comunicação, formas “alternativas” de tratamento do diabetes sem qualquer base científica, pelo seu potencial de malefício, especialmente para as pessoas portadoras de diabetes em uso de insulina. Mais especificamente desejamos nos referir ao Programa da Rede Globo de Televisão que divulgou os supostos benefícios da baba do quiabo para o tratamento do diabetes. Esclarecemos que não há qualquer evidência científica para tal uso e que portanto não o recomendamos.

A Sociedade Brasileira de Diabetes reúne profissionais de saúde (especialistas, professores, pesquisadores), com o interesse em diabetes e tem como missão a compreensão dos fenômenos envolvidos, prevenção, diagnóstico, tratamento e cura desta doença e suas complicações que atinge no momento aproximadamente 13.4 milhões de brasileiros. Nestas áreas de estudos grandes avanços tem ocorrido nos últimos anos resultantes de vultuosos recursos utilizados na realização de pesquisas envolvendo milhares de pessoas portadoras de diabetes em universidades de todo o mundo.

Embora ainda não curável, o diabetes na atualidade é perfeitamente controlado com medicamentos encontrados gratuitamente em farmácias populares e unidades básicas de saúde.

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que as pessoas portadoras de diabetes mantenham uma alimentação saudável, atividade física regular, uso de medicamentos prescritos pelo médico, incluindo insulina se necessário e visitem um serviço de saúde para realização de exames periódicos e consultas com outros especialistas quando necessário: cardiologista, oftalmologista, nefrologista etc.

Por último, a Sociedade Brasileira de Diabetes esclarece que tratar diabetes não significa somente tratar a glicemia, mas tratar também o Colesterol, a Pressão Arterial, a Obesidade, o hábito de fumar, todos fatores de risco para a doença vascular, principal causa de morte na atualidade.

Em 27 de dezembro de 2013.

Por Dr. Laerte Damaceno – Editor-chefe do portal
Dr. Balduino Tschiedel – Presidente da SBD
Dr. Walter Minicucci – Presidente eleito da SBD




Síndrome Metabólica


Síndrome Metabólica? O que É Isso?

Muito tem se falado a respeito da Síndrome Metabólica. Mas, afinal o que significa isso?

Na década de 80, um pesquisador chamado Reaven, observou que doenças frequentes como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol estavam, muitas vezes, associadas à obesidade. E mais que isso, essas condições estavam unidas por um elo de ligação comum, chamado resistência insulínica. A valorização da presença da Síndrome se deu pela constatação de sua relação com doença cardiovascular. Quando presente, a Síndrome Metabólica está relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior que na população normal e mortalidade cardiovascular três vezes maior.

A insulina é o hormônio responsável por retirar a glicose do sangue e levá-la às células do nosso organismo. A ação da insulina é fundamental para a vida. Mas, a insulina também é responsável por inúmeras outras ações no organismo, participando, por exemplo, do metabolismo das gorduras. Resistência insulínica corresponde então a uma dificuldade desse hormônio em exercer suas ações. Geralmente ocorre associada à obesidade, sendo esta a forma mais comum de resistência.

Síndrome Metabólica corresponde a um conjunto de doenças cuja base é a resistência insulínica. Pela dificuldade de ação da insulina, decorrem as manifestações que podem fazer parte da síndrome. Não existe um único critério aceito universalmente para definir a Síndrome. Os dois mais aceitos são os da Organização Mundial de Saúde (OMS) e os do National Cholesterol Education Program (NCEP) - americano. Porém o Brasil também dispõe do seu Consenso Brasileiro sobre Síndrome Metabólica, documento referendado por diversas entidades médicas.

E você, tem Síndrome Metabólica?

Segundo os critérios brasileiros, a Síndrome Metabólica ocorre quando estão presentes três dos cinco critérios abaixo:

. Obesidade central - circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem;
. Hipertensão Arterial - pressão arterial sistólica ³ 130 e/ou pressão arterial diatólica ³ 85 mmHg;
. Glicemia alterada (glicemia ³110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes;
. Triglicerídeos ³ 150 mg/dl;
. HDL colesterol £ 40 mg/dl em homens e £50 mg/dl em mulheres

Eu tenho Síndrome Metabólica: e agora?

Pelo fato da Síndrome Metabólica estar associada a maior número de eventos cardiovasculares é importante o tratamento dos componentes da Síndrome. É fundamental que seja adotado um estilo de vida saudável, evitando fumo, realizando atividades físicas e perdendo peso. Em alguns casos o uso de medicação se faz fundamental. Um endocrinologista pode avaliar e orientar seu caso especificamente.

Consultoria: Mônica de Oliveira - Comissão de Novas Lideranças
Extraído do site www.sbem.org.br


10 coisas que você precisa saber sobre Apneia do Sono

Para contribuir com uma noite de sono mais saudável, o site da SBEM publica as 10 coisas que você precisa saber sobre Apneia do Sono. Confira:

1. A apneia do sono, o Síndrome da Apenia Obstrutiva do Sono (SAOS), é uma doença crônica, evolutiva caracterizado pela obstrução parcial ou total das vias, causando paradas repetidas e temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme. A respiração cessa porque as vias aéreas colapsam, impedindo que o ar chegue até os pulmões.

2. Entende-se por apneia a interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de pelo menos 10 segundos nos adultos. Já a hipopneia é a redução de 30% a 50% do fluxo de ar.

3. A apneia pode ocorrer por vários fatores: os músculos da garganta e língua relaxam mais do que o normal, as amídalas e adenóides são grandes, a pessoa está acima do peso (o excesso de tecido mole na garganta dificulta mantê-la aberta), ou o formato da cabeça e pescoço resulta em menor espaço para passagem de ar na boca e garganta.)

4. Entre os principais sintomas da apneia estão ronco e sonolência diurna, embora muitos pacientes não os percebam. A sonolência diurna é explicada pelas interrupções do sono causadas pela falta de oxigênio.

5. Outros sintomas da apneia são: acordar com sensação de sufocamento, ofegante, com dor no peito ou desconforto, confuso ou com dor de cabeça; sentir boca seca ou dor de garganta pela manhã; alterações na personalidade; dificuldade de concentração; impotência sexual; e irritabilidade.

6. A apneia do sono aumenta a probabilidade do paciente desenvolver doenças potencialmente letais. Está associada ao aumento do risco de hipertensão, insuficiência e arritmia cardíacas, derrame ediabetes.

7. A apneia obstrutiva do sono (SAOS) acomete aproximadamente 30% da população adulta mundial. A maior parte dos pacientes, entre 85% e 90%, convive com a doença sem receber o diagnóstico e continua sem tratamento.

8. Nem todo mundo que ronca tem apneia do sono, sendo que ele é apenas um dos sintomas da doença. O diagnóstico médico é feito por meio de um exame chamado de polissonografia, que é o monitoramento do sono por equipamentos eletrônicos. O exame clínico é indicado para que seja avaliada a condição do trato respiratório do paciente e deve ser feito por um médico com especialização na área.

9. Mudanças nos hábitos de vida podem contribuir muito com a melhora da apneia do sono. Perder peso, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, dormir de lado, evitar consumo de comidas pesadas antes de dormir, evitar o fumo 4 horas antes de deitar e elevar a cabeceira da cama entre 15cm e 20cm são algumas medidas simples que podem evitar problemas futuros.

10. A apneia é um problema médico grave, com probabilidade de alterar a vida da pessoa e que pode contribuir para certos transtornos que podem colocar a vida em perigo, mas, que por sua vez, pode ser identi?cada facilmente e tratada efetivamente. Com o tratamento, a respiração adquire um ritmo regular, os roncos cessam, um sono tranquilo é estabelecido e a qualidade de vida melhora.

Fonte: www.sbem.org.br


SUBSTITUIR O ARROZ BRANCO PELO ARROZ INTEGRAL DIMINUI O RISCO DE DESENVOLVER DIABETES TIPO 2



Foi publicado no Wall Street Journal que de acordo com um estudo publicado em junho 2010 nos Arquivos de Medicina Interna, substituir o arroz branco por arroz integral diminui o risco para diabetes tipo 2 em até 16%, e se substituir o arroz branco por outros grãos diminui em 36%. Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores se basearam em três grandes estudos populacionais, com 157.463 mulheres e 39.765 homens, com idade entre 26 e 87 anos. Os participantes foram seguidos de 14 a 22 anos, e responderam questionários periódicos sobre seus hábitos alimentares. Acreditam que isso se deva a maior quantidade de fibras e minerais e ao menor índice glicêmico do arroz integral.

 


INDICAÇÕES PARA A CIRURGIA DA OBESIDADE:

As cirurgias bariátricas, independentemente da técnica a ser utilizada, estão indicadas nas situações abaixo relacionadas:

EM RELAÇÃO À MASSA CORPÓREA:

*IMC > 40, independentemente da presença de comorbidez.

*IMC entre 35 e 40 na presença de comorbidez.

*IMC entre 30 e 35 na presença de comorbidez que tenham obrigatoriamente a classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença. Também obrigatória a constatação de “intratabilidade clínica da obesidade” por um(a) Endocrinologista. Recomendação: a equipe cirúrgica e a instituição hospitalar envolvidas devem manter registro de “indicação especial por comorbidez grave” nestes casos, anexando documento emitido por especialista na área respectiva da doença (cópia no prontuário médico e com o cirurgião).

EM RELAÇÃO À IDADE:

Abaixo de 16 anos: não há estudos suficientes que corroborem esta indicação, com exceção aos casos de Prader-Wille ou outras síndromes genéticas similares, onde devem ser operados com o consentimento da família disposta ao acompanhamento de longo prazo do paciente.
Entre 16 a 18 anos: sempre que houver indicação e consenso entre a família e equipe multidisciplinar.

Entre 18 e 65 anos: sem restrições quanto à idade.

Acima de 65 anos: avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando risco cirúrgico, presença de comorbidezes, expectativa de vida, benefícios do emagrecimento. Levar em conta na escolha do procedimento limitações orgânicas da idade, como dismotilidade esofágica e osteoporose. Não há contra-indicação formal em relação a essa faixa etária isoladamente.

EM RELAÇÃO AO TEMPO DA DOENÇA:

Apresentar IMC e comorbidezes em faixa de risco há pelo menos 2 anos e ter realizado pelo menos dois tratamentos convencionais prévios com endocrinologista e ter tido insucesso ou recidiva do peso, através de Laudo do endocrinologista ou endocrinologistas assistentes com comprovação de datas e pesos nas consultas.

Essa exigência não se aplica: Em casos de pacientes com IMC maior que 50 e para pacientes com IMC entre 35 a 50 com doenças de evolução progressiva ou risco elevado.

CONTRA–INDICAÇÕES A CIRURGIA DA OBESIDADE

As situações abaixo configuram condições adversas à realização dos atuais procedimentos cirúrgicos para controle da obesidade:
. Risco anestésico classificado como ASA IV.
. Hipertensao portal com varizes esofagogástricas.
. Limitaçao intelectual significativa em pacientes sem suporte familiar adequado.
. Quadro de transtorno psiquiátrico atual nao controlado, incluindo-se uso de álcool ou drogas ilícitas.
. Alcoolismo ou uso de drogas ilícitas


COLESTEROL

O que é colesterol?
O colesterol é uma substância necesária ao nosso organismo, mas quando suas taxas se elevam, ele torna-se um perigoso fator de risco.
O colesterol total é uma combinação do nível de triglicérides, HDL (também chamado de colesterol "bom", por ajudar a remover o excesso de colesterol do sangue) e LDL (o colesterol "ruim" que pode aderir-se às paredes das artérias dificultando a passagem do sangue). Quanto maior o nível de LDL, maior é o risco de doença cardíaca.

Por que controlar seu colesterol?
Quanto mais elevadas as taxas de colesterol no sangue, maior é o seu risco de sofrer uma doença coronariana, a forma mais comun da doença do coração.

"CONTROLE O COLESTEROL ADOTANDO UM ESTILO DE VIDA MAIS SAUDÁVEL"

Faça atividade física!
Consulte seu médico para saber qual o tipo de exercício físico é o que melhor se adapta às suas necessidades. Você nã precisa necessariamente frequentar uma academia de ginástica. Algumas dicas como andar ou ir de bicicleta ao trabalho ou às compras e usar as escadas ao invés de elevador podem auxiliá-lo bastante.

"CUIDE BEM DA SUA ALIMENTAÇÃO"

Confira algumas receitas simples e práticas que podem auxiliá-lo na redução do colesterol:

Salada de Carne Parisiense

Ingredientes:
2,5 kg de carne bovina magra cozida e cortada em tiras, 4 xícaras de vagem verde cozida e cortada, 2 xícaras de pepino cortado em rodelas, 6 xícaras de aipo cortado em rodelas, 4 xícaras de pimentão verde cortado ou picado, 1 xícara de pimentão vermelho cortado ou picado, 6 batatas cozidas cortadas em cubos, 4 cebolas fatiadas, 1/4 de xícara (50g) de salsa picada, 8 tomates cortados em cubos, 2 ovos duros e fatiados.

Molho:
1 xícara (250ml) de óleo de canola, 3/4 de xícara (175ml) de vinagre, 2 dentes de alho finamente picados, 2 a 3 colheres de café (10 a 15 g) de sal.

Modo de Preparo:
Misture as tiras de carne, a vagem, o aipo, os pimentões, as batatas, as cebolas e os pepinos. Misture os ingredientes do molho. Acrescente à salada, mexendo bem. Enfeite com tomates e ovos. Salpique a gosto com a salsa picada. Refreigere por 1 hora para que os sabores se misturem.

Total de calorias: 371 por porção


Assado de Legumes


Ingredientes:
1/2 kg de abobrinhas, 300 g de batatas descascadas, 300 g de cenoura, 1 xícara de creme de leite fresco, 1 colher de sopa de shoyu, noz-moscada e sal.

Modo de Preparo:
Unte uma fôrma com manteiga. Passe as abobrinhas, as batatas e as cenouras no cortador de legumes. Coloque o creme de leite, o sal, a noz-moscada e o shoyu e meisture bem.
Monte o bolo: coloque uma camada de abobrinha no fundo da fôrma e regue com 1/3 do creme de leite. Cubra com uma camada de cenoura e regue com mais 1/3 do creme. Por cima, coloque uma camada de batatas e regue com o creme restante. Finalize com uma camada de abobrinha. Asse por 30 minutos ou até secar. Tire do forno e deixe esfriar. Sirva.

Total de calorias: 195,4 por porção


DICAS AO PACIENTE DIABÉTICO

Procurar manter o peso dentro da faixa de normalidade;

Fracionar a alimentação em 3 refeições principais ao dia e, sempre que possível, incluir um iogurte diet ou uma fruta entre estas refeições, evitando longos períodos em jejum;

Incluir nas refeições principais os três grupos de alimentos: Energéticos (arroz, massas, pães, batatas), Contrutores (carnes, ovos, leite e derivados) e Reguladores (verduras, legumes e frutas);

Substituir produtos refinados por integrais;

Consumir de 2 a 4 porções de frutas por dia (1 por vez);

Preferir comer a fruta ao invés de tomar o suco de frutas;

Evitar açúcar, refrigerante, doces, mel, açúcar mascavo;

Usar produtos diet com moderação, pois alguns podem apresentar maior valor calórico;

Evitar bebidas alcoólicas;

Evitar carnes gordas, queijos amarelos e frituras;

Não consumir abusivamente café, chá mate, refrigerante;

Praticar atividade física regular.

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