Como saber se um médico está trabalhando dentro dos conceitos éticos, difundidos pelas Sociedades Científicas e Conselhos Médicos? Existem documentos e informes divulgados que precisam ser observados, além de números de seguidores nas redes sociais.

Há bastante tempo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia vem chamando a atenção do público sobre a necessidade de reconhecer quem é especialista. A questão envolve não apenas a Endocrinologia e Metabologia, mas para todas as 53 especialidades médicas, reconhecidas no Brasil pela Associação Médica Brasileira (AMB).

O vice-presidente da SBEM Nacional, Dr. Alexandre Hohl, explica que, atualmente, vários médicos se formam, não fazem residência médica e criam nomes de áreas que não são especialidades médicas, englobando longevidade, vitalidade, performance e hipertrofia muscular, entre outras.

“Usando esses termos, estes profissionais sugerem especialidades que não são reconhecidas no território brasileiro. Para a população é muito importante saber reconhecer o que é correto do que não é. A melhor maneira de fazer isso é por meio do RQE – que é Registro de Qualificação de Especialista”, explicou o Dr. Hohl.

O RQE é um número obtido, quando o médico faz o seu registro do Título de Especialista no Conselho Regional de Medicina. “Assim como existe o CRM – número que o médico recebe para exercer a medicina -, o RQE é a identificação que o especialista tem para que a sua especialidade médica seja reconhecida”, esclarece o especialista.

O RQE é um número obtido, quando o médico faz o seu registro do Título de Especialista no Conselho Regional de Medicina. “Assim como existe o CRM – número que o médico recebe para exercer a medicina -, o RQE é a identificação que o especialista tem para que a sua especialidade médica seja reconhecida”, esclarece o especialista.

O presidente da SBEM Nacional, Dr. Fábio Trujilho, menciona o bombardeio de informações e promessas de tratamentos médicos revolucionários e encantadores que surgem a toda hora. “Muitos destes tratamentos não tem comprovação científica e podem colocar a vida das pessoas em risco. São propagados por médicos que, muitas vezes, anunciam ser especialistas”, enfatiza. O presidente reforça que uma simples consulta ao CRM para saber se o médico possui o registro de especialista  pode trazer a certeza que você está sendo acompanhado por um especialista de verdade. “Especialista só com RQE”.

A SBEM explica que é muito fácil para qualquer pessoa acessar o site do Conselho Federal de Medicina, ou dos conselhos regionais de medicina, e colocar o nome do médico. Dessa forma, é possível confirmar se ele tem alguma especialidade médica ou não.

As sociedades médicas, como acontece com a SBEM Nacional, têm em seus sites a diferenciação do médico com Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia daquele que não tem a titulação. “Todo esse cuidado é para evitar que a população fique exposta a médicos, que utilizam um conhecimento obtido de uma maneira não tradicional, que não é nem por meio de residência médica e nem por meio da obtenção do Título de Especialista”, enfatizou.

Casos, como o que ocorreu no Rio de Janeiro, são trágicos e se transformam em alertas à população para que procure saber se o seu médico tem ou não o RQE. “Esse documento mostra a qualificação de especialista e é uma garantia a mais de que você vai ser cuidado por alguém que teve uma formação adequada e reconhecida no território brasileiro”, finalizou o Dr. Hohl.

O Dr. Ricardo Meirelles, presidente da Comissão de Comunicação Social acrescenta que maus profissionais muitas vezes são carismáticos e sabem usar as mídias sociais a seu favor. “O público leigo muitas vezes é atraído por esse ‘canto de sereia’ e acredita que esses profissionais são detentores de conhecimentos que outros não têm”.

Vários comunicados oficiais têm sido emitidos há muito tempo pela SBEM.

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